Poucos membros de conselhos reconhecem o potencial da inteligência artificial para ajudá-los a se preparar e participar de discussões substanciais, bem-informadas e estrategicamente focadas com a gestão e seus colegas de conselho. Foi isso que os autores descobriram ao conduzir grupos focais com mais de 50 presidentes, vice-presidentes e presidentes de comitês de empresas públicas e privadas na Europa, Ásia e América do Norte. A maioria dos membros reconhece prontamente o valor da IA como ferramenta de produtividade pessoal e reconhece seu papel crítico nas operações corporativas. Mas evitam usá-la para melhorar o desempenho do conselho. Isso é um erro. Este artigo explica como a IA pode contribuir para o trabalho dos conselhos ajudando membros individualmente, fornecendo melhor informação para todo o grupo e participando ativamente das discussões. Também examina riscos comuns associados à IA, como vazamento de informações e vieses de amostragem, e descreve como mitigá-los. Por fim, oferece um processo de aprendizado adaptativo baseado na prática para tornar a IA parte integral das deliberações no conselho. É responsabilidade dos presidentes de conselho promover o engajamento, coordenar a experimentação coletiva e manter o ritmo de progresso.
Categoria: Liderança
A velocidade é uma decisão de liderança – Entrevista do CEO da Amazon em 2025
Entrevista do CEO da Amazon Andy Jassy publicada no periódico Harvard Business Review na edição de julho / agosto de 2025, realizada por Adi Ignatius.
Quando Andy Jassy sucedeu Jeff Bezos como CEO da Amazon, em 2021, ele assumiu um dos cargos de liderança mais observados do mundo dos negócios. Mas, sob a liderança de Jassy, a Amazon não apenas manteve seu ritmo como também acelerou. Nesta conversa abrangente com o editor da HBR, Jassy reflete sobre o que é necessário para fazer um gigante como a Amazon funcionar como uma startup e como ele incentiva sua equipe a correr riscos. “Se você não está falhando,” diz ele, “ou não está inovando o suficiente ou não está se desafiando de verdade.”
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Indra Nooyi, ex-CEO da PepsiCo, fala em entrevista sobre o desenvolvimento de talentos em tempos turbulentos
No segundo episódio da série de vídeos da Harvard Business Review “O Novo Mundo do Trabalho”, o editor-chefe Adi Ignatius conversa com Indra Nooyi, ex-presidente e CEO da PepsiCo, para discutir suas ideias sobre como o mundo corporativo precisa evoluir.
Ela defende que os líderes reconheçam a importância de seu papel em estabelecer o tom necessário para alcançar ambientes de trabalho mais justos. “Diversidade diz respeito a números”, afirma, “enquanto inclusão é uma mentalidade” — e essa mentalidade precisa vir de cima.
Indra também aborda as etapas necessárias para alcançar uma forma mais humana de capitalismo — uma que reconheça que os trabalhadores são os motores da economia e que todos vêm de famílias, comunidades e contextos maiores que precisam fazer parte da conversa sobre o que significa um trabalho justo.
Cultivando os quatro tipos de criatividade
Nas próximas décadas, a criatividade será fundamental para o bom desempenho na maioria dos trabalhos. Neste artigo, os autores propõem uma nova tipologia que divide o pensamento criativo em quatro tipos:
- integração, que é a capacidade de mostrar que duas coisas aparentemente diferentes são, na verdade, iguais;
- separação, que envolve perceber como coisas que parecem iguais podem ser mais úteis quando divididas em partes;
- reversão figura-fundo, que é perceber que o elemento mais importante não está em destaque, mas no plano de fundo; e
- pensamento distal, que consiste em imaginar coisas muito diferentes do aqui e agora.
A maioria das pessoas tende a pensar predominantemente de uma dessas quatro formas. No entanto, é possível desenvolver a criatividade nas outras dimensões. Gestores precisam entender tanto seus próprios pontos fortes quanto como equilibrar os tipos de pensamento em suas equipes para realizar projetos criativos com sucesso. E as organizações podem usar essa tipologia para otimizar a inovação em toda a força de trabalho.
A nova era da política industrial chegou
Governos de todo o mundo estão intervindo cada vez mais no setor privado por meio de políticas industriais projetadas para ajudar setores domésticos a alcançar objetivos que, sozinhos, os mercados dificilmente conseguiriam atingir. Empresas em setores-alvo, como montadoras de automóveis, companhias de energia e fabricantes de semicondutores, podem enfrentar mudanças drásticas em seus ambientes operacionais. A política industrial pode criar novos custos ou oferecer incentivos financeiros significativos para mudar investimentos em pesquisa e desenvolvimento ou em fabricação. Elas também podem incentivar as empresas a alterar suas redes de fornecedores ou mudar seus parceiros comerciais. Gestores que cresceram em mercados sem essas intervenções estão agora enfrentando um ambiente desconhecido.
Neste artigo, o professor Willy C. Shih da Harvard Business School descreve algumas abordagens políticas e oferece um modelo para responder a elas. Líderes empresariais precisam compreender os interesses concorrentes que moldam as políticas, envolver-se e educar líderes políticos e suas equipes, colaborar com parceiros a montante e a jusante, e avaliar os prós e contras de aceitar incentivos governamentais.
O CEO da Bayt.com fala sobre construir uma cultura da internet onde não havia internet
Nos primeiros dias da internet, o autor estudava engenharia elétrica em Stanford, entusiasmado com as possibilidades da nova tecnologia. Mais tarde, trabalhando no escritório de São Francisco do banco de investimentos Alex. Brown & Sons, ele adquiriu um conhecimento profundo sobre como transformar uma ideia em uma empresa. Obcecado com a ideia de iniciar um empreendimento num país do Oriente Médio (sua terra natal), ele se mudou para Dubai aos 23 anos. Lá, percebeu que os jovens árabes tinham dificuldade para encontrar trabalho, enquanto os donos de empresas tinham dificuldade para encontrar trabalhadores — e decidiu criar um mercado de empregos online para conectá-los. Menos de 1% das pessoas no mundo árabe tinham acesso à internet naquela época, então os clientes precisavam ser instruídos nos menores detalhes do universo online. Isso significava instalar o primeiro navegador da web em muitos de seus computadores, treinar gerentes de RH para acessar a internet e imprimir e entregar currículos pessoalmente. Hoje, com dezenas de milhares de empresas registradas e mais de 36 milhões de candidatos a emprego, a Bayt se expandiu dentro do Oriente Médio e além, oferecendo soluções como sistemas de rastreamento de candidatos, programas de avaliação em vídeo e feiras de eventos virtuais. E, na maior parte do Oriente Médio, a cultura da internet que ajudou a estabelecer está prosperando.
O CEO da Canada Goose fala sobre criar uma nova marca de luxo canadense
Depois de trabalhar por alguns anos na empresa de fabricação de casacos de sua família, o autor desse artigo percebeu que casacos de alta qualidade feitos no Canadá poderiam se tornar um produto de luxo no mercado global. Mirando primeiro os consumidores europeus, ele introduziu a marca e depois a promoveu de formas inovadoras, incluindo o fornecimento de roupas para exploradores polares e equipes de TV e cinema que filmavam em locais remotos de clima frio. Talvez o mais importante tenha sido o compromisso com a fabricação doméstica, com a abertura de fábricas em todo o Canadá e centros de treinamento para costureiros. Isso abriu caminho para um crescimento fenomenal e um IPO bem-sucedido. Em 2019 a empresa já possuía lojas em 12 cidades ao redor do mundo e administrava um negócio internacional de comércio eletrônico. No início de 2025 a rede já contava com 70 lojas em todo mundo, após a inauguração em Macau, na China. O foco em oferecer uma experiência excepcional inspirou a criação de “salas frias” nas lojas, onde os clientes podem testar os produtos em temperaturas de até –25 graus Celsius antes de comprar. À medida que a Canada Goose expande organicamente e por meio de aquisições, Reiss afirma que a empresa continuará fabricando seus casacos no Canadá e outros produtos onde conseguir a mais alta qualidade na escala necessária.
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Liderando equipes globais de forma eficaz
Gestores ocidentais que lideram equipes globais enfrentam um desafio: sua experiência e formação geralmente estão enraizadas em contextos individualistas e enfatizam valores como autonomia, empoderamento, igualitarismo e autenticidade. No entanto, mais de 70% da força de trabalho mundial provém de culturas coletivistas e hierárquicas. Para ter sucesso, os gestores precisam desenvolver “inteligência cultural” — uma fluência para se adaptar a situações culturalmente complexas. Um bom ponto de partida é compreender quatro erros comuns que prejudicam líderes ocidentais: autonomia em excesso. A autonomia não é igualmente motivadora para todos. Algumas pessoas prosperam quando recebem processos claros e têm dificuldade em ser produtivas na ausência de uma liderança diretiva. Segurança psicológica em excesso. Pessoas de culturas coletivistas muitas vezes se sentem desconfortáveis com a ênfase no debate aberto e na franqueza. Ênfase excessiva nas diferenças. Quando as pessoas ficam excessivamente confiantes na compreensão das diferenças culturais, isso pode levar a um pensamento rígido, em que o comportamento é reduzido a estereótipos. Transparência em excesso. Para pessoas de culturas que valorizam a preservação da imagem, pode ser desorientador ouvir um líder falar abertamente sobre um erro. A inteligência cultural é a chave para navegar essas complexidades em equipes multiculturais.
O que o botão LIKE (curtir) pode nos ensinar sobre inovação
A invenção do botão curtir, que hoje pode ser encontrado em toda a internet, transformou a publicidade e o marketing digital e impulsionou o crescimento da indústria de mídias sociais. Embora a maioria das pessoas atribua sua criação ao Facebook, o botão foi, na verdade, utilizado de alguma forma por várias empresas anos antes de o Facebook adotá-lo. Na realidade, após três anos de pesquisa sobre suas origens, os autores não conseguiram identificar um único inventor do botão. E é isso que torna a história de sua origem tão instrutiva. O design e o desenvolvimento do botão curtir podem ser considerados um pequeno estudo de caso sobre a verdadeira natureza da inovação — que é distribuída, imprevisível e muito mais modesta em ambição do que as narrativas heroicas de inovação costumam sugerir. Isso tem implicações importantes para os gestores, que precisam parar de tentar controlar rigidamente a inovação e aprender a abraçar sua natureza bagunçada e iterativa. Para ter sucesso, eles precisarão estar abertos a surpresas, legitimar inconsistências, incentivar contribuições diversas e equilibrar processos estruturados com flexibilidade e curiosidade.
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Elaboração enxuta da estratégia corporativa
A maioria das empresas entende os benefícios de padronizar processos críticos: redução de variação, maior produtividade e qualidade, e redução de custos. No entanto, tendem a abordar decisões estratégicas de maneira completamente diferente, acreditando que cada uma é única e exige um processo personalizado. Como resultado, lidam com decisões semelhantes de formas muito distintas. Essa inconsistência as torna mais lentas e leva a escolhas subótimas e resultados insatisfatórios — um problema evidente em uma pesquisa com executivos realizada pela Bain & Company. No entanto, não há razão para que o processo estratégico não possa se tornar um trabalho padronizado, assim como são os processos de fabricação. Diversas empresas líderes mostram como isso é possível. Seus executivos enfrentam a tomada de decisões estratégicas em três etapas: primeiro, definem prioridades articulando uma ambição de desempenho, comparando-a com uma projeção plurianual e identificando os problemas que precisam ser resolvidos para fechar as lacunas entre ambas. Esses problemas são inseridos em um backlog estratégico. Em seguida, para cada item do backlog, coletam dados de forma metódica, exploram alternativas e tomam decisões e compromissos altamente específicos. Por fim, monitoram o sucesso no cumprimento desses compromissos, fazendo ajustes e, se necessário, retornando os temas ao backlog. Ao adotar uma abordagem rigorosa para a estratégia, essas empresas conseguem reduzir desperdícios, agir com mais rapidez, tomar decisões mais acertadas e obter vantagem competitiva. Continuar lendo Elaboração enxuta da estratégia corporativa
