O uso das bicicletas e seu impacto no avanço das cidades inteligentes

pedalando na cidadeMuito tem se falado sobre a importância do papel e aumento do uso de bicicletas nos últimos 2 anos no Brasil, principalmente durante a pandemia (fugindo do transporte público superlotado) e mais recentemente devido aos altos preços dos combustíveis.

Esse crescimento do uso de bicicletas pelo brasileiro já era notado há anos, basta lembrarmos que já em 2012 a indústria brasileira fabricava mais bicicletas do que automóveis.

Esse movimento que vem ganhando força há décadas se intensificou nos últimos meses. Todas as mudanças que a sociedade tem vivenciado tiveram um alto impacto no comportamento e, consequentemente, no deslocamento das pessoas.

E em meio a esse cenário, o modal se destacou, como meio de transporte seguro que contribui para o afastamento social, e, já indo além, que impacta positivamente na economia de tempo e dinheiro, bem como no meio ambiente.

Segundo o Banco Mundial, o uso de bicicletas no país, de forma geral, cresceu no primeiro semestre cerca de 129% em relação a 2019. Além disso, a busca por ciclovias no Google Maps aumentou 69% no primeiro semestre de 2020 – um recorde histórico.

Em setembro de 2021 foi realizado pelo portal Tembici um levantamento para entender o comportamento dos usuários com a reabertura gradual das cidades e, aproximadamente, 50% das pessoas que precisaram sair de casa optaram pela bicicleta.

Quando perguntado o principal motivo de uso, cerca de 40% definiram a escolha do modal por ser rápido e prático. Outras características também foram citadas, como a segurança diante da necessidade de distanciamento e a possibilidade de praticar exercício e melhorar a qualidade de vida.

Muitas dessas mudanças já estavam em andamento e vieram para ficar. Afinal, quando falamos do ir e vir nas cidades, as pessoas cresceram focando no carro como seu principal meio de transporte, mas hoje já se questionam sobre gastar cerca de 2 horas no trânsito – média de algumas cidades no Brasil.

O meio ambiente

Além disso, as questões ambientais também ganharam mais destaque. Sabe-se que a cada tonelada de emissão de Gás Carbônico (CO2) é necessário o plantio de mais de 7 árvores para que o planeta não sofra os danos causados por esta emissão e somente em São Paulo, em 2020, contribuímos com a economia de mais de 800 toneladas de CO2 por meio do sistema de bikes compartilhadas.

Apenas alguns projetos de compartilhamento de bicicletas na cidade de São Paulo já somaram 15 milhões de viagens em 2020, o que equivale a um dado surpreendente: 275 voltas na Terra. Imagina a mudança global se essa utilização for intensificada?

Esse desafio se torna cada vez mais tangível e o ano de 2020 foi a prova disso, especialmente com o aumento do uso das bicicletas elétricas, que facilitam que os ciclistas pedalem maiores distâncias, geralmente realizadas por automóveis. O potencial de crescimento ainda é enorme, mas o caminho é certo e mira em cidades inteligentes e cada vez mais sustentáveis.

Educação no trânsito

Infelizmente, precisamos urgentemente educar nossos ciclistas e motoristas, pois o compartilhamento da via pública ainda é problemático no Brasil. Falta consciência dos ciclistas sobre os riscos em pedalar na contramão, furar o sinal vermelho e expor pedestres a atropelamentos.

Infelizmente nenhuma campanha publicitária é voltada para a educação no trânsito, e temos notado uma sensível subida nos relatos e registros de acidentes envolvendo ciclistas. E a grande maioria dos acidentes foi causada por imprudência do ciclista ou do motorista.

Se o poder público não consegue prover educação no trânsito, cabe à população e aos empresários descobrirem formas de educarmos todos os usuários das ruas nas nossas cidades.

Devemos nunca nos esquecer: cidades nunca serão inteligentes, se antes os seus pedestres, ciclistas e motoristas não forem educados.

Artigo publicado por Everton Ferretti, com dados e fontes citadas pelo Connected Smart Cities em 4 de novembro de 2021

Checklist para análise de forças/fraquezas

As empresas podem avaliar suas forças e fraquezas utilizando um formulário como o apresentado na seção “Checklist para análise de forças/fraquezas”. É evidente que uma empresa não precisa corrigir todas as suas fraquezas, nem deve se vangloriar de todas as suas forças. A grande pergunta é se o negócio deve se limitar às oportunidades para as quais dispõe dos recursos necessários ou se deve examinar aquelas para as quais será necessário adquirir ou desenvolver novas forças.

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Critérios para um plano de marketing

O planejamento tem se tornado um processo contínuo de resposta rápida às mudanças de mercado. As deficiências mais citadas dos planos de marketing atuais, de acordo com os executivos de marketing, são falta de realismo, análise competitiva insuficiente e um foco de curto prazo. A seção “Critérios para um plano de marketing” apresenta algumas perguntas que ajudam a orientar o desenvolvimento de planos de marketing.

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O certo e o errado na elaboração de questionários de marketing

Um questionário consiste em um conjunto de perguntas que são feitas aos entrevistados, e é, de longe, o instrumento mais usado para a coleta de dados primários. Os questionários devem ser desenvolvidos, testados e aperfeiçoados com todo cuidado antes de serem aplicados em larga escala.

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Teste do consumidor norte-americano médio

As decisões do comprador também são influenciadas por características pessoais, como idade e estágio no ciclo de vida, ocupação e circunstâncias econômicas, personalidade e autoimagem, estilo de vida e valores. Visto que muitas dessas características exercem impacto direto sobre o comportamento do consumidor, é importante que os profissionais de marketing as conheçam bem. Veja como você se sai na seção “Teste do consumidor norte-americano médio”.

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