O poder das palavras

Quatro novos livros investigam como as palavras, através da linguagem, podem nos conectar, nos diferenciar e nos iluminar.

The Power of Language, de Viorica Marian, explora os benefícios do multilinguismo. Pessoas multilíngues, por exemplo, têm melhor desempenho em tarefas que exigem funções executivas e conseguem fazer mais conexões originais.

Em A Myriad of Tongues, o autor Caleb Everett observa que existem hoje mais de 7.000 idiomas. E, embora os estudiosos tradicionalmente buscassem semelhanças entre os idiomas, pesquisas mais recentes têm se concentrado em como os idiomas divergem — e no que essas diferenças podem nos ensinar.

Um terceiro livro, Magic Words, do professor da Wharton Jonah Berger, examina como palavras específicas podem ter um impacto desproporcional, tornando-as mais eficazes para mudar mentes e corações ou impulsionar transformações.

Em contraste, STFU, de Dan Lyons, lembra aos leitores que, às vezes, não dizer nada é a melhor abordagem. “Todos nós”, ele escreve, “temos a ganhar falando menos, ouvindo mais e nos comunicando com intenção.” Seu livro oferece conselhos sobre como fazer isso, seja online, no trabalho ou em casa.

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Redução de custos que fortalece a empresa

Quando tantas coisas no mundo parecem estar fora do nosso controle, os custos são, em grande parte, controláveis. No entanto, cortá-los apenas para obter economias de curto prazo é um erro. Quando as empresas adotam uma abordagem pontual de redução de custos, muitas vezes sacrificam alguns de seus investimentos mais importantes. Se os programas de redução forem implementados às pressas, há pouco (ou nenhum) debate sobre a intenção estratégica dos investimentos. Ao contrário disso, os líderes geralmente impõem metas generalizadas, deixando as organizações mais fracas, desequilibradas, desarticuladas e, em alguns casos, desesperadas e sem direção. Neste artigo, os autores identificam cinco elementos essenciais para garantir que as empresas construam uma cultura eficiente e eficaz em torno dos custos, que funcione tanto em tempos favoráveis quanto em tempos difíceis.

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Como melhorar o desempenho dos seus representantes de vendas

Pesquisadores da Universidade do Missouri estudaram o setor de seguros de automóveis para entender melhor o que impulsiona o sucesso em vendas. A análise mostrou que representantes de vendas experientes encontraram menos clientes em potencial do que os novatos. No entanto, isso não prejudicou necessariamente seu desempenho geral, pois eles eram excelentes na conversão desses contatos em clientes. A publicidade aumentou tanto a eficácia na prospecção quanto na conversão, sendo mais benéfica entre os representantes experientes. E o sucesso das estratégias gerenciais para melhorar ambos os tipos de eficácia dependia, em parte, do nível de experiência dos representantes. Neste artigo, os pesquisadores oferecem várias recomendações para gerentes de vendas que desejam aumentar a produtividade de suas equipes.

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Deficiência como fonte de vantagem competitiva

Muitas empresas reconhecem o valor da diversidade, equidade e inclusão (DEI em inglês). No entanto, a maioria concentra-se em gênero e etnia, dando menos atenção às pessoas com deficiência. Empregar pessoas com deficiência costuma ser visto como uma causa social — mais apropriada para organizações sem fins lucrativos ou do setor público. Isso é um erro — e, mais importante, uma oportunidade desperdiçada. Em muitos setores, empresas inovadoras estão demonstrando que incluir pessoas com deficiência pode gerar uma verdadeira vantagem competitiva, de quatro maneiras:

  1. Deficiências frequentemente conferem talentos únicos que tornam as pessoas melhores em determinadas funções;
  2. A presença de funcionários com deficiência eleva a cultura de toda a organização, tornando-a mais colaborativa e aumentando a produtividade;
  3. Uma reputação de inclusão fortalece a proposta de valor da empresa junto aos clientes, que se tornam mais propensos a construir relações de longo prazo com a organização; e
  4. Ser reconhecida como socialmente responsável dá à empresa uma vantagem na disputa por capital e talentos.

Não há nada de errado em querer fazer o bem no mundo, mas também não há nada de errado em querer ter sucesso — e este último já é motivo suficiente para empregar pessoas com deficiência.

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A alma de uma start-up

Existe algo essencial e intangível nas start-ups — uma energia, uma alma. Ela inspira entusiasmo e promove um senso profundo de conexão e propósito compartilhado. Enquanto esse espírito permanece, o engajamento é alto e os negócios mantêm sua vantagem competitiva. Mas, com frequência, as empresas perdem essa alma à medida que amadurecem. Elas adicionam novos sistemas e estruturas, contratam profissionais experientes — e, nesse processo, acabam esmagando o espírito original que as energizava. Em pesquisas com mais de uma dúzia de empreendimentos de rápido crescimento e mais de 200 entrevistas com fundadores e executivos, o autor desse artigo publicado no HBR em 2019, descobriu como as empresas podem superar esse problema. Seu trabalho mostra que existem três dimensões cruciais para a alma de uma start-up:

  1. a intenção do negócio, ou seja, um motivo mais elevado para existir;
  2. conexões extraordinariamente próximas com os clientes; e
  3. uma experiência do colaborador marcada por autonomia e criatividade — com voz e escolha.

As três dimensões proporcionam significado para os envolvidos. Com base nas experiências da Netflix, Warby Parker, Study Sapuri e outras, este artigo descreve como empresas de porte considerável ainda podem proteger e nutrir esses três elementos. Fazer isso é o segredo para continuar excelente à medida que se cresce.

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A única coisa que você precisa saber sobre a gestão de funções

Existe um segredo sobre estratégia que ninguém conta: toda função tem uma, quer esteja ou não documentada, quer seja ou não fruto de um processo formal de planejamento estratégico. Se as funções não adotarem uma estratégia de forma consciente, acabam quase inevitavelmente caindo em um de dois modelos inconscientes, ambos propensos a fazer com que a função se torne um peso para o desempenho da empresa, em vez de uma força motriz. A maioria dos líderes reconhece que empresas e unidades de negócio precisam de estratégias. Mas, quando se trata de funções corporativas — serviços compartilhados como TI, RH, P\&D, finanças e similares — a necessidade de uma estratégia é menos compreendida. Em muitas organizações, essas funções simplesmente existem, servindo à empresa da maneira e na escala que as unidades de negócio determinarem. Neste artigo, os autores descrevem os problemas decorrentes dessas estratégias inconscientes e apresentam um modelo de formulação estratégica para ajudar as funções a fortalecerem as capacidades que diferenciam suas empresas.

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A máquina de sucessos da Marvel

A Marvel Studios redefiniu o conceito de filmes de franquia, em parte ao encontrar o equilíbrio certo entre criar filmes inovadores e manter continuidade suficiente para que todos sejam reconhecidamente parte de uma mesma família coerente. Os autores analisaram 338 entrevistas com produtores, diretores e roteiristas, além de 140 críticas de especialistas. Eles também analisaram digitalmente os roteiros e o estilo visual de cada filme e examinaram a rede de atores e profissionais dos bastidores. Eles argumentam que o sucesso da Marvel se baseia em quatro princípios:

  1. selecionar por experiência inexperiente;
  2. aproveitar um núcleo estável;
  3. desafiar continuamente a fórmula; e
  4. cultivar a curiosidade dos clientes.

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A nova era da política industrial chegou

Governos de todo o mundo estão intervindo cada vez mais no setor privado por meio de políticas industriais projetadas para ajudar setores domésticos a alcançar objetivos que, sozinhos, os mercados dificilmente conseguiriam atingir. Empresas em setores-alvo, como montadoras de automóveis, companhias de energia e fabricantes de semicondutores, podem enfrentar mudanças drásticas em seus ambientes operacionais. A política industrial pode criar novos custos ou oferecer incentivos financeiros significativos para mudar investimentos em pesquisa e desenvolvimento ou em fabricação. Elas também podem incentivar as empresas a alterar suas redes de fornecedores ou mudar seus parceiros comerciais. Gestores que cresceram em mercados sem essas intervenções estão agora enfrentando um ambiente desconhecido.

Neste artigo, o professor Willy C. Shih da Harvard Business School descreve algumas abordagens políticas e oferece um modelo para responder a elas. Líderes empresariais precisam compreender os interesses concorrentes que moldam as políticas, envolver-se e educar líderes políticos e suas equipes, colaborar com parceiros a montante e a jusante, e avaliar os prós e contras de aceitar incentivos governamentais.

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Deve-se lançar produtos durante uma recessão?

Recessões econômicas são assustadoras. Os consumidores reduzem os gastos, as empresas cortam custos e todos aguardam ansiosamente a recuperação da economia. Em um cenário como esse, a decisão de lançar produtos — um empreendimento caro e incerto mesmo nos melhores tempos — pareceria fazer pouco sentido. No entanto, um novo estudo revela que produtos lançados durante recessões superam outros em várias medidas importantes. Mesmo que as pessoas tendam a limitar os gastos durante as crises, o momento pode trazer vantagens por várias razões: há menos barulho no mercado, o que facilita a diferenciação de produtos e a captação da atenção dos consumidores; o custo de veicular anúncios costuma ser menor; e seguir adiante com novos produtos em meio a uma economia fraca é frequentemente percebido como um sinal de saúde corporativa. Este artigo destaca outros insights importantes da pesquisa e oferece orientações sobre o melhor momento para lançamentos de produtos.

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Agora todos somos programadores

A inteligência artificial generativa e outras ferramentas de software fáceis de usar podem ajudar funcionários sem experiência em programação a se tornarem programadores competentes, ou o que os autores chamam de desenvolvedores cidadãos. Simplesmente descrevendo o que desejam em um comando, esses desenvolvedores cidadãos podem colaborar com essas ferramentas para construir aplicações inteiras — um processo que, até recentemente, exigiria fluência avançada em programação. Historicamente, a tecnologia da informação envolvia construtores (profissionais de TI) e usuários (todos os outros funcionários), com os usuários sendo operadores relativamente passivos da tecnologia. Esse modo de trabalho frequentemente significa que os profissionais de TI lutam para atender à demanda de forma oportuna, e surgem problemas de comunicação entre especialistas técnicos, líderes empresariais e usuários de aplicativos. O desenvolvimento cidadão levanta uma questão crítica sobre o destino final das organizações de TI. Como elas vão facilitar e proteger esse processo sem impor obstáculos excessivos? Rejeitar seus benefícios é impraticável, mas administrá-lo de forma descuidada pode ser ainda pior. Neste artigo, os autores compartilham um roteiro para introduzir com sucesso o desenvolvimento cidadão aos seus funcionários.

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