Experiência da certificação deve embasar debates sobre Código Florestal

A certificação socioambiental foi criada na perspectiva de oferecer garantias para o comércio entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Temos que recordar que tal alternativa decorre do fato de a Organização Mundial do Comércio (OMC) não permitir diferenciar mercadorias em razão de seus processos produtivos, argumentando que eles não têm relevância para o comércio internacional. Foi nesse contexto que alguns setores da sociedade civil e empresarial propuseram a criação de mecanismos que permitissem diferenciar, de maneira voluntária, a origem e o processo produtivo de produtos com importância para o Desenvolvimento Sustentável. Assim, surgiu a Certificação Socioambiental.

Continuar lendo Experiência da certificação deve embasar debates sobre Código Florestal

Novos conceitos da pecuária para preservação das bacias hidrográficas

Apesar de a água ser um dos elementos essenciais para a vida, o ser humano nunca se preocupou muito com a sua preservação, em razão de sua aparente inesgotabilidade. Porém, estudos têm indicado que um dos problemas mais críticos que a humanidade enfrentará nos próximos anos será a indisponibilidade de água e a necessidade de cuidados com as bacias hidrográficas.

Continuar lendo Novos conceitos da pecuária para preservação das bacias hidrográficas

A dose correta para os defensivos agrícolas

Os defensivos são uma tecnologia utilizada na agricultura para proteger as plantas de pragas, doenças e fungos. Assim como existem remédios contra doenças para pessoas e animais, os defensivos são os remédios das plantas. Em conjunto com o desenvolvimento de sementes transgênicas e uso de fertilizantes, os defensivos agrícolas desempenharam um papel importante no aumento da produtividade das principais culturas agrícolas no Brasil nos últimos 30 anos.

Continuar lendo A dose correta para os defensivos agrícolas

Renda dos empregos do agro crescem mais que a média da economia

Até o século XIX, a agricultura era a principal atividade exercida pelo homem. Depois da Revolução Industrial, com o desenvolvimento das cidades e o crescimento da indústria, a vida urbana passou a ser sinônimo de melhor qualidade de vida e a vida rural o antônimo disso. O trabalho rural é até hoje associado a condições precárias e baixa renda. No entanto, a renda agrícola evoluiu muito nos últimos dez anos, e proporcionalmente mais do que a renda média do Brasil, mostrando que o crescimento do agro está gerando um aumento real do salário dos trabalhadores do setor.

Continuar lendo Renda dos empregos do agro crescem mais que a média da economia

O paradoxo das commodities

O Brasil vive um momento de autopunição na economia. Ao setor de commodities, o mais competitivo e em franca expansão internacional, foi atribuída a culpa pelas crescentes importações de bens de consumo. O Brasil estaria dando um passo para trás porque importa produtos de alta tecnologia, gerando empregos “de qualidade” nos outros países, e exporta matérias-primas, supostamente desprovidas dessas características. Nessa visão, quanto mais o Brasil expande sua produção de commodities agropecuárias, florestais e minerais, aproveitando o bom momento de preços mundiais, mais os setores industriais produtores de bens de consumo deixam de crescer. Continuar lendo O paradoxo das commodities

Alta dos preços agrícolas, ameaça ou oportunidade?

O problema da fome no século 20 esteve e está muito mais relacionado com a falta de renda do que com a disponibilidade global de alimentos. A imensa injeção de tecnologia com o melhoramento genético, a introdução de insumos modernos, a mecanização, a biotecnologia, o manejo das lavouras, a integração das cadeias produtivas, a melhoria nos transportes e da armazenagem e a globalização dos mercados permitiram que a produção de alimentos explodisse e juntamente com ela a população mundial, permitindo ao mesmo tempo um forte crescimento do nível de urbanização e da renda per capita nas principais economias emergentes. Continuar lendo Alta dos preços agrícolas, ameaça ou oportunidade?