O paradoxo das commodities

O Brasil vive um momento de autopunição na economia. Ao setor de commodities, o mais competitivo e em franca expansão internacional, foi atribuída a culpa pelas crescentes importações de bens de consumo. O Brasil estaria dando um passo para trás porque importa produtos de alta tecnologia, gerando empregos “de qualidade” nos outros países, e exporta matérias-primas, supostamente desprovidas dessas características. Nessa visão, quanto mais o Brasil expande sua produção de commodities agropecuárias, florestais e minerais, aproveitando o bom momento de preços mundiais, mais os setores industriais produtores de bens de consumo deixam de crescer. Continuar lendo O paradoxo das commodities

Alta dos preços agrícolas, ameaça ou oportunidade?

O problema da fome no século 20 esteve e está muito mais relacionado com a falta de renda do que com a disponibilidade global de alimentos. A imensa injeção de tecnologia com o melhoramento genético, a introdução de insumos modernos, a mecanização, a biotecnologia, o manejo das lavouras, a integração das cadeias produtivas, a melhoria nos transportes e da armazenagem e a globalização dos mercados permitiram que a produção de alimentos explodisse e juntamente com ela a população mundial, permitindo ao mesmo tempo um forte crescimento do nível de urbanização e da renda per capita nas principais economias emergentes. Continuar lendo Alta dos preços agrícolas, ameaça ou oportunidade?

O pretróleo que comemos

Por que a revolução verde pode ter sido péssima para o equilíbrio ambiental do planeta Terra? E por quê os genocídios dos nativos pré-colombianos estão ligados com os conflitos de terra ainda hoje? Inclusive guerras pelo petróleo na Síria e no Iraque?

As respostas acima são várias, mas podemos resumir que a agricultura e a indústria petrolífera lutam para alimentar uma população cada vez maior, sem que o meio ambiente tenha suas reservas ecológicas respeitadas.

Seguindo a cadeia alimentar até o Iraque, por Richard Manning

“O segredo de uma grande riqueza com nenhuma fonte óbvia é algum crime esquecido porque foi cometido de modo impecável.” Balzac

Continuar lendo O pretróleo que comemos